
A região nordeste brasileira tem nove estados, juntos representam quase 1.6 milhões de metros quadrados, que significa 18,2% de todo território nacional, abrigando 1.794 cidades, que representa 32,2% do total dos municípios, com potencial econômico 17,11% do I.P.C. – Índice de Potencial de Consumo, com um pouco mais de 57 milhões de habitantes, representando 26% do total do país, segundo IBGE.
Quando equiparamos dimensões podemos ter uma noção exata de quantas vezes algumas nações europeias cabem dentro do nordeste brasileiro, veja as proporções: 4 vezes a Alemanha, ou 3 vezes a Espanha, ou 5 vezes a Itália, ou ainda 16 vezes Portugal, e isso é muito significativo. O estado da Bahia é o maior em território e população, e a sua área territorial é superior a França.
O nordeste brasileiro tem muitas outras dimensões interessam diretamente as empresas que produzem bens e serviços. As 09 capitais somam mais de 12 milhões de habitantes, 21% do total dos estados, e mais de 40% do I.P.C. Nordeste, o que traduz a importância das cidades do interior, que juntas somam quase 80% dos consumidores nordestinos, e 59,5% do I.P.C. dos estados nordestinos, e todo este potencial desafia planejar a logística da distribuição, afinal se existem consumidores, as empresas precisam de uma rotina de abastecimento contínuo em milhares de cidades.
Todo este potencial econômico fica evidente nos cortes de perfil social, as capitais possuem 83% de média nas classes ABC, e a principais cidades do interior ficam com a média de 79%, os índices são expressivos e abrem oportunidades de negócios para todos os segmentos. Sendo que 05 das 09 capitais tem público AB superior a 21%, já nas principais cidades, Lauro de Freitas – BA e Parnamirim – RN se destacam com público AB superior a 30%. Fortaleza ocupa o primeiro lugar no ranking, em população e I.P.C., uma disputa acirrada com primeira capital do país Salvador, que por outro lado juntamente com Recife, João Pessoa, Natal lidera o percentual de classes AB superior a 28%, e Fortaleza tem a predominância da classe social C.
Observando o volume do consumo mensal das cidades do nordeste, os dados ficam mais impressionantes, as 09 capitais, com seus 12 milhões de habitantes, consomem 342 bilhões de reais por ano, 28,5 bilhões de reais por mês. Ao ajustarmos a lupa para o interior dos estados, teremos 20 cidades com mais de 200 mil habitantes, que somam 6,9 milhões de habitantes, que juntas acumulam 2,27% do I.P.C. país, e consomem 152 bilhões de reais ao ano, 12,7 bilhões de reais a cada mês, e quase 70% deste volume se concentra na alimentação, habitação e transporte.
Os números comprovam o potencial econômico da região, e os dados compilados são apenas de 29 cidades dos 09 estados nordestinos, que somam mais 9% do I.P.C. do país, percentual semelhante a toda região centro oeste (9,39%) com 04 estados, ou quase duas vezes o I.P.C. da região norte (5,41%), ou mais de 51% de toda região sul (17,79%), e para não deixar de comparar, estas 29 cidades representam 18,33% do total da região sudeste (50,30%), o que sinaliza que a cada corte e comparativos teremos mais informações preciosas que as empresas que conhecem dominam seus segmentos.
Para finalizar, como sempre trazemos a pauta uma contribuição da indústria da comunicação, e a importância do mix promocional que se faz presente em toda região nordeste. São mais de 1.400 emissoras de Rádio, 70 emissoras de Televisão, 1.043 Portais de Notícias que englobam periódicos de Jornais e Revistas, e ainda dezenas de empresas exibidoras de Mídia OOH, o que facilita o planejamento de mídia e estratégicas de marketing, e todas estas empresas juntas proporcionam as vitrines das campanhas dos anunciantes locais, regionais, nacionais e internacionais, uma vez é inegável o Nordeste ser um dos principais polos do turismo brasileiro. A vantagem que nós brasileiros podemos visitar a “Nação Nordeste” sem passaporte.
