
Como já dissertamos em outras oportunidades, mas vale sempre lembrar: O DNA da Mídia OOH é impactar o cotidiano das pessoas fora de casa, é o que chamamos de jornada do consumidor. Com isso, o público alvo que frequenta diferentes lugares, externos e internos nas cidades, é impactado pelas marcas, produtos e serviços de inúmeros anunciantes, que buscam fidelizar clientes pelas mensagens publicitárias, expondo suas qualidades, benefícios e promoções.
Mesmo com diferentes legislações de ordenação urbana, para ocupação dos espaços publicitários, seja em áreas públicas concessionadas, e/ou em áreas privadas, os formatos da Mídia OOH estão presentes em todas as cidades brasileiras, com mais ou menos diversidade, uma vez que a legislação é de caráter municipal, com mais ou menos restrições, mas ordenando a exposição de campanhas, e facilitando a estratégia de marketing e mídia.
Dentro de toda esta diversidade, temos os formatos tradicionais que estão bem consolidados como espaços indispensáveis numa campanha, como outdoor papel ou lonado e painéis de rodovias, que ganharam a o longo dos tempos a companhia dos formatos do mobiliário urbano, empenas, painéis de Led, dentre outros, e o percentual do Led se amplia ano após ano digitalizando locais até então estáticos. É um convívio saudável, e fundamental para consolidar a Mídia OOH como a 3ª força, e em franco crescimento, na participação do bolo dos investimentos da indústria da comunicação nacional.
Antes, a Mídia OOH estava localizada apenas nas artérias viárias das cidades e rodovias, mas gradativamente conquistou espaço e significância também nos ambientes internos, se posicionando nos locais de lazer, convivência, shopping, terminais de transporte, lojas conveniência, polos de saúde, universidades, clubes, centros esportivos, edifícios comerciais e residências, aeroportos, aeronaves, etc.
Por outro lado, o momento atual está voltado a dois tipos de espaços: Indoor nas lojas do varejo, independente do segmento e porte, que passam por empresas isoladas, franquias e redes varejistas. E formatos “icônicos”, instalados em lugares de grande fluxo e concentração de pessoas, com metragens bem significativas, são verdadeiros mega formatos instalados em topos de edifícios, empenas, praças de pedágios, centro de convivências, shopping centers, estádios, parques, praias e outras inovações ainda estão por vir.
O cenário de transformação tecnológica, aprimorou as legislações municipais, que estão se adequando ao novo, sintonizadas com as premissas e normas debatidas com as instituições do setor em audiências públicas, pois, é inegável que os formatos da Mídia OOH são geradores de receitas e contribuintes de impostos, mas precisam conviver em harmonia com a paisagem urbana. Com a digitalização dos formatos, permite ainda divulgar conteúdos e informação de interesse público, como notícias, além da difusão cultural, artes plásticas e história, através das responsabilidades impostas pela adequação às legislações que determinam investimentos das exibidoras com cuidados na zeladoria e preservação dos monumentos das cidades, ou seja, para explorar o espaço com publicidade é fundamental preservar, uma troca saudável e de respeito com a sociedade.
Esta tendência de expansão, indoor e grandes formatos, ao utilizarem tecnologia digital, além do impacto, encantam, interagem e decoram ambientes, no mesmo instante que promovem ações publicitárias, que se beneficiam do fluxo de potenciais consumidores. Toda esta diversidade de formatos digitais, e oportunidades de espaços, proporcionou um ajuste fino nas estratégias e táticas de mídia, gerando convergência entre o ambiente digital, que trouxe toda sua sofisticação de controle por algoritmos das plataformas digitais e suas redes sociais, com as peças digitais externas e internas em cada cidade onde estão instaladas.
Uma vez que, a tecnologia digital de operações comerciais é similar e convergente, por consequência ricas na análise prévia do perfil social desejado e no volume de dados e informações, proporcionando novas receitas originadas pela Mídia Programática. Os grandes players de DSP – Demand-Side Platform, que é uma plataforma tecnológica de compra de mídia programática que automatiza e centraliza a aquisição de anúncios digitais (display, vídeo, nativo, áudio), tudo em tempo real (RTB). Ela permite que anunciantes e agências segmentem públicos específicos em múltiplos portais e apps simultaneamente. E as SSP, Supply-Side Platform (Plataforma do Lado da Oferta). É uma tecnologia de software utilizada por editores Publisher (donos de sites, aplicativos, CTV – Connected TV) para automatizar e otimizar a venda de seu inventário de anúncios (espaços publicitários). Esta sintonia com a Mídia OOH passa a ser fundamental, uma vez que a abordagem é num ambiente natural e com pessoas expostas incondicionalmente 24h, potencializando o recall.
Atualmente, as maiores empresas DSP que dominam o mercado internacional são: Google Marketing Platform (DV360), Amazon Ads (DSP), Broadsign, Adform, Criteo, StackAdapt e MediaMath & Xandr, juntamente com as maiores SSP, Google Ad Exchange (AdX), Magnite, PubMatic, OpenX, Smaato e TripleLift. Juntas, as DSP e SSP estão iniciando acordos com grupos exibidores tradicionais, e a tempos estão de olho agindo gradualmente no mercado brasileiro. O mais importante desta movimentação, é que o volume de investimentos digitais soma com os investimentos tradicionais de Mídia OOH, ou seja, participação no bolo está em viés de alta, porém, ainda sem um caminho e volume definidos. O ambiente digital, nas plataformas e aplicativos, tem consciência dos seus limites de alcance, e sabem que precisam ir além do acesso individual, precisam da força do coletivo fora de casa, estamos num momento de experiências, e delas o mercado sairá mais forte para atender a demanda dos anunciantes.
Na função de Instituto de Pesquisa, Auditoria e Checking, estamos perfeitamente sintonizados com cada formato, digital ou estático, observando cada evolução e bem preparados tecnologicamente, desde a entrega da audiência, que permite previsão do alcance de cada campanha em quaisquer ambientes e endereços, como também na auditoria de acervos e checking com conformidade legal e isonomia, cumprindo todas as exigências de “compliance” das empresas anunciantes, sejam elas públicas ou privadas.
A Mídia OOH, sempre ocupou um lugar importante, mas discreto e conservador na quantidade de cidades, ambientes e locais, e por consequência no volume de investimentos. Agora, passou a ser protagonista e indispensável para as empresas anunciantes em suas campanhas, seja para o “branding”, um ato vocacional da Mídia OOH, para ocupar uma posição fundamental nas promoções e ofertas que se alteram de acordo com o nível de consumo diário em diferentes faixas horárias, em cada cidade, bairro, ambientes e pontos de vendas em sintonia com a coleta de dados para novos estudos de marketing que auxiliam e ampliam a performance do consumo.
Para concluir com um toque de irreverência e neologismo: A Mídia OOH está saindo do processo planejamento manual analógico, “Mídia Manuática”, caminhando e se integrando ao processo tecnológico da “Mídia Programática”.
